domingo, 18 de junho de 2017

Maria Elisa e Carol Solberg estão na final em Haia do Circuito Mundial 2017.


Maria Elisa e Carol vibram com a classificação – Foto: GettyImage/FIVB

 

 

O Brasil já garantiu ao menos uma medalha no torneio feminino da etapa holandesa do Circuito Mundial 2017. Neste sábado (17.06) a parceria recém-formada entre Maria Elisa e Carol Solberg (PE/RJ) conseguiu duas vitórias e alcançou a primeira decisão da dupla. Além delas, Ágatha e Duda (PR/SE) também chegaram à semifinal, mas irão para a disputa do bronze.

Na primeira rodada do dia, pelas quartas de final, Maria Elisa/Carol Solberg (PE/RJ) passou pelas australianas Bawden e Clancy por 2 sets a 0 (21/17 e 23/21). Na semifinal nova vitória em dois sets, desta vez sobre as canadenses Sarah Pavan e Melissa Humana-Paredes (21/19 e 21/16). 

Na decisão, que acontecerá neste domingo (18.06), as brasileiras enfrentarão a dupla suíça formada por Joana Heidrich e Anouk Vergé-Dépré, que despacharam Ágatha e Duda (PR/SE) na semifinal em uma partida bastante equilibrada e definida apenas no tiebreak (24/26, 21/17 e 18/16). Antes, nas quartas, Ágatha e Duda venceram outra dupla do Brasil, Larissa/Talita (PA/AL), por 2 sets a 0 (21/17 e 21/15).

Esta é a nona etapa da temporada 2017 do Circuito Mundial, sendo a quarta na categoria três estrelas, que distribui 150 mil dólares em prêmios aos atletas. Neste ano os eventos são elencados de uma a cinco estrelas, de acordo com a importância, pontuação e premiação.

Nos sete torneios realizados em Haia, todos com competição nos dois naipes, o Brasil conquistou nove ouros (três com os homens e seis com as mulheres).

O Brasil soma nove medalhas em quatro etapas disputadas no tour (veja a lista abaixo) e lidera o ranking feminino: Ágatha/Duda e Larissa/Talita somam 2.120 pontos, com Fernanda/Bárbara Seixas em terceiro, com 1.600 pontos. No naipe masculino, Álvaro Filho e Saymon são os vice-líderes, com 1.700 pontos, 80 a menos que os russos Liamin/Krasilnikov.

 Em Mônaco, Juliana e Carol Horta brilham

Paralelamente ao evento realizado na Holanda, o Principado de Mônaco recebe uma etapa de uma estrela do Circuito Mundial com dupla apenas do naipe feminino. Na competição, 16 parcerias disputam o título com formato de eliminatória simples desde a primeira rodada. Na estreia, Juliana/Carol Horta (CE) passou por Dykstra/Pardon (EUA) por 2 sets a 1 (16/21, 24/22 e 15/11). Nas quartas de final elas passaram pelas francesas Carrere e Richard por 2×1 (21/15, 14/21 e 15/9). O resultado garantiu as brasileiras na semifinal, que acontece neste domingo.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Larissa e Talita vencem etapa russa do Circuito de Vôlei de Praia


Dupla acumula 15 títulos de 30 etapas disputadas  FIVB/DIVULGAÇÃO

As brasileiras Larissa e Talita venceram a etapa de Moscou do Circuito Mundial de Vôlei de Praia, ontem, na Rússia. Na final, elas derrotaram as americanas Summer Ross e Brooke Sweat por 2 sets a 0 (parciais de 21/16 e 21/14).

"Estamos tão felizes em ganhar esta medalha de ouro depois de não termos ido tão bem em casa, no Rio. Tivemos uma semana difícil em Moscou, com um frio muito intenso e até neve, mas fizemos nosso melhor'", comentou Talita, referindo-se à etapa anterior da temporada.

Com a conquista da 8ª etapa da temporada, Larissa e Talita, que treinam em Fortaleza, chegaram à marca de 15 títulos em 30 etapas disputadas no Circuito Mundial. Ou seja, a dupla formada em 2014 venceu nada menos que metade de tudo o que disputou no Circuito nestes últimos anos. (AE)

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Três duplas brasileiras vão às quartas em Moscou

 
Jogadoras atuando debaixo de neve na Rússia (Foto: Divulgação/FIVB)Jogadoras atuando debaixo de neve na Rússia (Foto: Divulgação/FIVB)

As duplas que jogam a etapa de Moscou, na Rússia, do Circuito Mundial de vôlei de praia, passaram por uma situação um tanto quanto inusitada nesta sexta-feira. Algumas partidas chegaram a ser paralisadas devido à neve que caiu na região. Apesar do mau tempo, três duplas brasileiras avançaram para as quartas de final da disputa feminina. Maria Elisa/Carol Solberg, que começou a disputa no country-cota, foi a única parceria a passar da repescagem, enquanto Ágatha/Duda e Larissa/Talita confirmaram o favoritismo vencendo diretamente nas oitavas de final.

Foi justamente Maria Elisa que registrou a neve caindo do céu. Ela fez a gravação, publicada em uma rede social, entre a primeira e a segunda partidas do dia. No primeiro confronto, as brasileiras bateram Birlova/Makroguzova por 2 a 1, parciais de 21/17, 14/21 e 15/9 e se classificaram para as oitavas de final. No segundo, contra Hermannová/Slukova, da República  Tcheca, tiveram mais tranquilidade no placar: 21/12 e 22/20. Agora, a parceria terá as alemãs Bieneck e Schneider como adversárias por uma vaga nas semifinais.

- Gente, está nevando na Rússia, primeira vez que vejo nevar. Estou chocada. Snow! Gente, olha isso! Estou impressionada, nunca isso aconteceu na história do voleibol de praia - brincou Maria Elisa nas imagens.

Atletas atuando com neve caindo em Moscou (Foto: Divulgação/FIVB)


A temperatura máxima desta sexta na capital russa é de 10°C, e a mínima é de 3°C. Apesar do frio, outras duas duplas do país também conseguiram a classificação. Ágatha e Duda faturaram a vaga após superar as americanas Emily Day e Brittany Hochevar por 2 sets a 0 (23/21 e 21/16). Nas quartas, pegam as alemãs Laboureur  e Sude.

Larissa e Talita liquidaram a fatura ainda mais rapidamente. Superaram as canadenses Kristina May e Taylor Pischke também em sets diretos (21/18 e 21/17) em apenas 32 minutos. Na próxima fase vão duelar com as australianas Bawden e Clancy.

álvaro e saymon avançam no masculino

Rebecca e Ana Patrícia, que precisavam vencer para ir à repescagem, deram sorte no início do dia. Foram consideradas vitoriosas após desistência das holandesas Meppelink e Van Gestel. Na sequência, porém, caíram no tie-break diante das americanas Day e Hochevar, com parciais de 23/21, 16/21 e 15/12.

Semifinalistas na etapa do Rio, Bárbara Seixas e Fernanda Berti também foram eliminadas. Elas perderam para as finlandesas Lehtonen e Lahti por 2 sets a 1, parciais de 24/22, 21/23 e 15/12. 

No masculino, Álvaro Filho e Saymon passaram com tranquilidade, em sets diretos (21/16 e 21/11) por Kavalenka e Dziadkou, de Belarus, e avançaram para as oitavas. Evandro e André não tiveram a mesma sorte. Os dois cederam a virada para os russos Krasilnikov e Liamin e foram eliminados com um atropelo no tie-break. O jogo teve parciais de 17/21, 21/18 e 15/7.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Brasil terá 9 times em etapa do Circuito Mundial de vôlei de praia

 

Presentes no qualificatório para integrar a etapa de Moscou do Circuito Mundial de vôlei de praia de 2017, Carolina Solberg/Maria Elisa e Pedro Solberg/Guto venceram suas partidas e se juntaram às outras sete duplas brasileiras que irão disputar a competição.

Nova parceria do vôlei de praia brasileiro, Carolina Solberg e Maria Elisa venceram de virada as japonesas Miki Ishii e Yukako Suzuki por 2 sets a 1, parcicais de 24/26, 21/16 e 21/19.

Já Pedro Solberg e Guto não tiveram problemas para eliminar os russos Ruslan Bykanov e Yaroslav Koshkarev por 2 sets a 0 – 21/14 e 21/13 – e também avançaram à fase de grupos da etapa.

Agora, as brasileiras se juntam a Ágatha/Duda, Fernanda Berti/Bárbara, Larissa/Talita e Rebecca/Ana Patrícia para a disputa do torneio. No masculino, Alison/Bruno Schmidt, Álvaro Filho/Saymon e Evandro/André completam os representantes brasileiros.

O sorteio dos grupos acontece na noite desta quarta-feira e a Etapa de Moscou começa já nesta quinta, com as finais de cada naipe acontecendo no domingo.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Walsh levanta debate sobre nova premiação: “Pagando para jogar”

vôlei de praia Alison e Bruno Schmidt (Foto: Divulgação / FIVB)

O boicote de Keri Walsh ao Circuito Americano de vôlei de praia teve ecos na etapa do Rio de Janeiro do Circuito Mundial. Sem a presença da maior vencedora do esporte nas Olimpíadas, os questionamentos sobre o profissionalismo da modalidade e a redução drástica das premiações tomaram corpo na voz de outros grandes nomes das areias. O novo sistema que divide os torneios em categorias de uma a cinco estrelas é apontado como um dos vilões, e uma medalhista olímpica afirmou que, em algumas etapas, chega ao ponto de pagar para jogar.

 

Walsh anunciou no início deste mês que encerraria a parceria com April Ross como consequência de divergências sobre a participação no tour americano, conhecido como AVP. O circuito exige exclusividade, impedindo que os atletas compitam em outro evento em território americano. Por considerar que as premiações oferecidas não compensavam, a tricampeã dos Jogos abriu mão do AVP e da dupla com Ross, com quem foi bronze na Rio 2016. Assim, ficou sem dupla para jogar no Rio de Janeiro e na sequência da temporada.

Entre os americanos, há o questionamento se a atitude de Walsh foi altruísta ou não. Mas, independentemente das intenções da colega mais famosa, Brittany Hochevar acredita que as críticas À AVP se aplicam também ao Circuito Mundial. Ela afirma que as premiações estão fazendo vários atletas repensarem a participação no evento e considerarem buscar fontes paralelas de renda.

Larissa e Talita contra Walsh e Ross no vôlei de praia (Foto: Tony Gentile/Reuters)

- Nós vamos ver pelo que Keri está lutando, se é pelo esporte ou por ela. Há atletas aqui na melhor forma da vida, mas as premiações são as menores em uma década no Circuito. Claro que os atletas querem mais dinheiro e mais torneios para jogar, mas se não jogarmos o AVP, e aí? Como posso desenvolver minha habilidade, se eu não competir? Acho que não seja AVP o problema, é um global. Por que viajar para o Brasil ou para a China por menos dinheiro que podemos fazer nos Estados Unidos? Só porque temos a chance de jogar contra as melhores duplas do mundo. Mas talvez seja hora de sair do esporte, há muitos atletas considerando isso. Há necessidade de trabalhar para se manter. O profissionalismo do esporte está em risco.

Heptacampeã do Circuito Mundial, Juliana disputou a etapa do Rio ao lado de Carol Solberg. Sem os mesmos patrocínios da época da vitoriosa parceria com Larissa e tendo que enfrentar disputas preliminares (country-cota e qualifying), a santista tem sentido no bolso as dificuldades de percorrer o tour.

- Estão acontecendo muitas mudanças, né?! A premiação já está baixa desde Londres. Desde 2012 que está tendo problema. Acho que não é uma situação do vôlei e sim uma coisa mundial. Óbvio que todo mundo fica triste. Há seis ou sete anos atrás a premiação era quatro vezes maior do que é hoje, então é um pouco difícil. Mas a gente ama e hoje, em alguns momentos, a gente está pagando para jogar – disse Juliana.

Moscou 2009 - Juliana e Larissa Premiação (Foto: Divulgação/FIVB)

Para os leigos, as cifras podem parecer altas, mas vale lembrar que os atletas não possuem apoio de clubes no vôlei de praia. Assim, são responsáveis por custear todas as passagens de avião, além de salários e eventuais despesas com viagens de suas comissões técnicas.

No ano passado, as etapas de maior valor para o ranking eram os Grand Slams e Majors, que davam US$ 57 mil aos campeões. Na temporada 2017, as etapas 5 estrelas, as principais do calendário, pagam US$ 40 mil aos vencedores. A etapa do Rio, de 4 estrelas, rendeu US$ 20 mil a Ágatha/Duda e Alison/Bruno Schmidt, que subiram no degrau mais alto do pódio.

Para o Mamute, a mudança para o sistemas de estrelas foi responsável por essa queda significativa na premiação. Ele explica que o que impede os atletas de abrir mão de alguns torneios é a forma como a classificação da temporada é montada, utilizando-se os seis melhores resultados no ano. 

- Foram mudanças drásticas. De um (torneio) 5 estrelas para um 4 estrelas é uma redução (de premiação) enorme. Três então... Nós estamos indo para Moscou para fazer ponto, porque você precisa de resultado, pegar os seis melhores de oito. Se eu não jogar Moscou fico sem descarte e ano que vem posso estar no qualifying. Ela (FIVB) mudou o sistema, mas não mudou as regras. Existem vários problemas. A premiação caiu US$ 200 mil para ter diferencial para o 5 estrelas. Por que um promotor vai fazer um torneio de 5 estrelas se pode fazer um de 3 e ter um campeão olímpico? Nosso desejo não é boicotar nenhum (torneio), mas a gente tem que brigar por melhorias no esporte. A gente tem que valorizar o nosso esporte, que é o 3º ou 4º que mais vende ingressos nos Jogos Olímpicos, que tem medalhistas olímpicos no Brasil, nos EUA, na Alemanha. A gente sabe da crise, mas que tem que fazer torneios melhores. Talvez menos torneios, mas melhores.

Para o ex-jogador Sinjin Smith, hoje supervisor técnico da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), a queixa dos atletas até é pertinente, mas o mercado não permite outro cenário econômico.

- Acho que é natural para os jogadores querer mais sempre. Mesmo se houvesse um aumento acho que eles pediriam mais. A questão é que eles se preocupam apenas em jogar, mas não veem o esporte como um negócio. Quando você vê o sucesso do vôlei de praia nas Olimpíadas, as vendas de ingressos nos Jogos, você vê o quão fantástico o esporte é. Mas ninguém sabe responder o porquê desse sucesso não se transferir para o Circuito Mundial ou para os circuitos nacionais. Se perguntar a qualquer organizador, ele simplesmente vai dizer que os patrocinadores não estão dando a eles dinheiro. O produto é o mesmo, emocionante, competitivo, mas os patrocinadores não estão dando o mesmo valor. E as premiações tem que acompanhar o que eles pagam. Não é uma decisão da FIVB simplesmente reduzir os prêmios, mas sobre ter ou não o dinheiro dos patrocinadores.


sexta-feira, 19 de maio de 2017

Brasil avança com sete duplas na etapa do Rio do Circuito Mundial

 
Fernanda e Bárbara foram uma das duplas a avançar de forma direita às oitavas
 

O Brasil começou a etapa do Rio de Janeiro do Circuito Mundial de vôlei de praia com o pé direito. Nesta quinta-feira, os brasileiros tiveram um ótimo aproveitamento, com quatro das seis duplas femininas e três das cinco masculinas avançando de forma direta para as oitavas de final do torneio, que está sendo realizado na arena de tênis do Parque Olímpico.

As duplas que avançaram de forma direta conseguiram a vaga como líderes de suas respectivas chaves, vencendo os dois jogos que disputaram. Entre as mulheres, Ágatha/Duda, Bárbara Seixas/Fernanda Berti, Elize Maia/Taiana e Larissa/Talita se classificaram para as oitavas. Já Juliana/Carol Solberg e Lili/Josi terão que migrar para a disputa da repescagem, pois perderam a partida que valeria a liderança de seus grupos.

Entre os homens, Alison/Bruno Schmidt, Álvaro Filho/Saymon e Pedro Solberg/Guto avançaram de forma direta ao vencerem seus dois jogos. Já Evandro/André Stein e Oscar/Hevaldo terão que disputar a repescagem após ambos perderem em suas estreias.

A competição segue nesta sexta-feira com o complemento dos jogos da fase de grupos, da repescagem e das oitavas de final do torneio. As partidas ocorrem na arena de tênis do Parque Olímpico, com entrada franca para os torcedores.

A edição de 2017 é a 18ª participação do Rio de Janeiro como sede de uma das etapas do Circuito Mundial, sendo a terceira em anos consecutivos. O Brasil é o maior vencedor da modalidade e nunca ficou de fora da disputa desde sua criação, em 1987. O torneio é classificado como quatro estrelas e tem premiação de 300 mil dólares.

sábado, 29 de abril de 2017

Alison e Bruno vencem duas partidas e vão às quartas no Superpraia

Alison e Bruno se preparam para o Circuito Mundial
 

A dupla campeã olímpica no vôlei de praia masculino, Alison/Bruno Schmidt, começou a disputa do Superpraia com duas vitórias, nesta sexta-feira. Com os resultados, eles já garantiram vaga nas quartas de final da competição.

Na primeira partida, eles marcaram 2 sets a 0 em Luciano/Harley, com parciais de 21/18 e 21/12. Depois, superaram também a parceria formada por Léo Gomes/Ferramenta, também por 2 a 0: 21/16 e 21/15.

"A gente leva muito a sério competições como essa. Nosso planejamento foi feito para chegarmos nesta altura da temporada em boas condições técnicas e físicas, que também casa com o início do Circuito Mundial. Fizemos uma parada no fim do ano passado e foi muito bom", analisou Schmidt.

Além de Alison/Bruno, outras três duplas estão confirmadas nas quartas: Evandro/André, Thiago/George e Álvaro Filho/Saymon. As outras quatro vagas sairão das repescagens, que serão disputadas na manhã deste sábado.

O Superpraia masculino vai até o domingo, quando será definida a parceria campeã. Nas três edições realizadas anteriormente, em 2014, 2015 e 2016, os atuais medalhistas de ouro conquistaram o título.


Livre de vírus. www.avg.com.

sábado, 22 de abril de 2017

Brasil segue 100% no feminino, mas dupla masculina é eliminada na China

vôlei de praia Fernanda Berti e Bárbara Seixas (Foto: FIVB)

O vôlei de praia feminino do Brasil segue 100% na etapa de Xiamen do Circuito Mundial. Na madrugada desta sexta-feira (horário de Brasília), Juliana/Carol Solberg, Bárbara Seixas/Fernanda Berti, Maria Elisa/Carol Horta e Josi/Lili venceram seus respectivos jogos e avançaram às oitavas de final. Pelo menos uma das últimas duas parcerias, no entanto, se despedirá na próxima etapa, já que haverá um confronto de compatriotas e a disputa é eliminatória.

Entre os homens, os únicos representantes do Brasil foram eliminados na estreia na chave principal. Classificados através do qualifying, Oscar e Hevaldo foram superados pelo brasileiro naturalizado Júlio César e Ahmed Tijan, que defendem o Catar. O placar foi definido em três sets, com parciais de 21/19, 17/21 e 15/12 em 47 minutos.

vôlei de praia Júlio e Hevaldo (Foto: FIVB)

O cenário entre as mulheres foi bem melhor. Bárbara Seixas e Fernanda Berti tiveram maior facilidade, atropelando as chinesas Xia e Wang com parciais de 21/7 e 21/10, em 27 minutos – o jogo mais rápido dentre todos nesta fase.

Josi/Lili e Juiana/Carol Solberg também não cederam sets às adversárias, mas tiveram que suar um pouco mais. A primeira parceria derrotou as americanas Dicello e Stockman por 24/22 e 21/19, enquanto a segunda dupla superou as espanholas Fernández Navarro e Lobato por 21/18 e 22/20.

Quem mais sofreu foi a parceria de Maria Elisa e Carol Horta. Vindas do qualifying, as brasileiras saíram atrás no placar, mas conseguiram a virada sobre as polonesas Kolosinska e Gruszczunks por 18/21, 21/19 e 15/6.

sábado, 18 de março de 2017

Álvaro e Saymon conquistam título antecipado do Circuito Brasileiro de vôlei de praia

 
Álvaro e Saymon já são campeões brasileiros
Álvaro e Saymon já são campeões brasileiros

O Circuito Brasileiro masculino de vôlei de praia já conheceu seus campeões. Nesta sexta-feira, a parceria formada por Álvaro e Saymon se garantiu nas quartas de final da etapa de Aracaju e, com isso, conquistaram o título de forma antecipada.

Após terem subido no pódio nas sete etapas anteriores, Álvaro e Saymon abriram confortável vantagem na liderança da competição, chegando com folga para a disputa em Sergipe. Com duas vitórias nesta sexta, os atletas conseguiram a pontuação necessária para confirmar o título, o primeiro da dupla, que foi formada em 2016.

"Não tem como expressar em palavras essa alegria. Muitos sentimentos envolvidos. Muita garra, foco, vontade, alegria. Estamos muito felizes", disse Saymon. "É um título que significa muito. Mas o Circuito ainda não acabou, estamos focados e queremos bons resultados tanto aqui em Aracaju quanto na etapa final, em Vitória, no mês que vem", completou Álvaro.

Outras três duplas já se garantiram nas quartas de final da etapa de Aracaju. São elas: os campeões olímpicos Alison/Bruno Schmidt, André Stein/Evandro e Pedro Solberg/Guto. Por sua vez, quatro já foram eliminados: Eduardo Davi/Adrielson, Fernandão/Bruno, Allison Francioni/Marcus Carvalhaes e Vinícius/Borlini. A disputa em Aracaju segue até domingo.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Talita e Larissa são campeãs brasileiras de vôlei de praia

 
Foto: Daniel Zappe/MPIX/CBV 

Apesar da frustração de terminar os Jogos Olímpicos do Rio sem medalhas, no quarto lugar, Larissa e Talita optaram por manter a dupla para o próximo ciclo e já estão colhendo os frutos. Nesta sexta-feira, elas garantiram por antecipação o título do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia ao avançarem às quartas de final da etapa de Maceió (AL).

A temporada começou em setembro e, em Maceió, está na sua sétima etapa. Outras duas ainda serão disputadas. Mas, além de Larissa/Talita, campeãs das três primeiras etapas, só Bárbara Seixas/Fernanda Berti, entre as principais duplas, estão jogando juntas desde o início do circuito. Todas os demais times foram desfeitos.

Aí, ficou fácil para Larissa e Talita garantirem o tricampeonato da dupla. Elas chegaram à etapa de Maceió com 1.840 pontos, contra 1.280 de Bárbara e Fernanda. A dupla terceira colocada, Taiana/Juliana, se desfez após a quarta etapa - Taiana e Juliana agora formam dupla com Elize Maia e Carol Solberg, respectivamente.

O título nacional é o nono da carreira de Larissa, que, assim, ultrapassa Adriana Behar e Shelda, que venceram oito vezes. A capixaba foi campeã nas edições 2005, 2006, 2007, 2010 e 2011 ao lado de Juliana e em 2008 com Vivian (naquele ano, Juliana se machucou). Nas três temporadas passadas, venceu o circuito com Talita, campeã em 2009 junto com Maria Elisa. Além de Larissa/Talita, só Adriana Behar/Shelda e Juliana/Larissa têm pelo menos três títulos como duplas.

"Fico feliz com mais este título na nossa carreira, temos que agradecer muito. Abdicamos muito, treinamos muito para isso. As pessoas perguntam qual o segredo, mas não existe segredo, o segredo é trabalhar. Queria agradecer a todos que participaram disso. Nossa comissão técnica, liderada pelo Reis Castro (técnico) e nossas famílias, que nos apoiam muito, inclusive nos momentos difíceis", comentou Larissa.